Um currículo serve para uma coisa: que alguém decida em poucos segundos se vale a pena lê-lo com atenção.
O que não pode faltar
- Nome e contacto. Telefone com WhatsApp e um endereço de correio electrónico profissional.
- Localização. Cidade e província. Importa pela deslocação.
- Experiência. Empresa, função, datas e o que fazia em concreto.
- Formação. Habilitações e instituição. Se está a estudar, indique-o.
- Línguas e nível real. Português e, se souber, inglês.
- Certificações técnicas. Sobretudo se trabalha em construção, indústria ou segurança.
O que deixar de fora
Número de bilhete de identidade completo, estado civil, número de filhos. Não acrescentam nada à decisão.
A diferença entre mercados
Multinacionais e sector extractivo: muitas usam sistemas automáticos de triagem. Formato simples, sem tabelas nem colunas, e com as palavras exactas que aparecem no anúncio. As certificações devem estar visíveis.
Empresas locais e comércio: lê-o uma pessoa. O que conta é perceber-se depressa o que sabe fazer e notar-se disponibilidade.
As línguas: seja honesto
Se escrever "inglês avançado" e a entrevista for em inglês, nota-se em trinta segundos. Indique o seu nível real: um nível intermédio bem declarado serve para muitas vagas.
Descreva o que fazia
"Responsável de armazém" diz pouco. "Recebia e conferia mercadoria, mantinha o controlo de existências e coordenava três pessoas no turno da tarde" diz muito mais.
Sempre que puder, use números.
Uma página chega
A não ser que tenha mais de dez anos de percurso, uma página bem aproveitada rende mais do que três meio preenchidas.
Mantenha-o actualizado
Um perfil completo faz com que o encontrem nas pesquisas das empresas, mesmo quando não está activamente à procura.