Um currículo serve para que alguém decida, em segundos, se vale a pena lê-lo com calma.
O que não pode faltar
- Nome e contacto. Telefone com WhatsApp e um correio electrónico profissional.
- Localização. Ilha e concelho.
- Experiência. Empresa, função, datas e o que fazia em concreto.
- Formação. Habilitações, instituição e ano.
- Línguas com nível real. Português, crioulo, inglês, francês e outras.
O que deixar de fora
Número do bilhete de identidade, estado civil, número de filhos, data de nascimento. Nada disso ajuda à decisão.
As línguas no turismo
Neste sector são o filtro principal. Indique o nível com honestidade — no atendimento vão testá-lo na primeira entrevista, e sobrestimar prejudica mais do que ajuda.
Se tem certificação, indique-a.
Hotelaria e restauração
Experiência de atendimento, unidades onde trabalhou, dimensão das mesmas, e formação específica em segurança alimentar, bar ou serviço de mesa.
A sazonalidade faz da disponibilidade um dado que vale a pena indicar.
Pescas e indústria
Experiência prática, equipamentos e certificações de segurança, com datas de validade.
Administração pública e serviços
Habilitações indicadas com precisão, instituição e ano. As candidaturas tendem a ser estruturadas — siga as instruções tal como estão.
Descreva o trabalho, não o cargo
"Recepcionista" diz pouco. "Fazia o check-in e o check-out numa unidade de 90 quartos, atendia em português, inglês e francês, e geria as reservas no sistema" diz muito mais.
Use números sempre que possa.
Extensão
Uma a duas páginas. Num mercado pequeno, ser específico rende mais do que ser extenso.
Mantenha-o actualizado
Um perfil completo faz com que as empresas o encontrem nas suas pesquisas, mesmo quando não está a procurar activamente.